Trombofilia na gestação: o que preciso saber sobre a condição?

Postada em 13 de julho de 2022.

Você já ouviu falar em trombofilia na gestação? O tromboembolismo é uma importante causa de mortalidade obstétrica – durante a gestação, as grávidas normais estão de cinco a dez vezes mais propensas a desenvolver eventos trombóticos. Esses riscos podem chegar a 30 vezes no puerpério, quando comparamos com mulheres não gestantes da mesma idade. Mas afinal, o que isso significa? É possível evitar?

Trombofilia na gestação

A trombofilia é uma doença sanguínea que favorece a formação de coágulos no sangue, ela aumenta ainda mais a propensão da grávida de ter alguma trombose – é como se o sangue se tornasse mais grosso e espesso, facilitando o

desenvolvimento de trombose e trazendo riscos à gestação, já que causa a interrupção da passagem do fluxo sanguíneo.

Inchaço e dor assimétricas em uma das pernas são sintomas da trombose na gestação – por isso, ao notar os sinais, comunique o seu obstetra para que possa avaliar o caso, combinado?

Caso exista histórico pessoal ou familiar de trombose, AVC e aborto de repetição, a gestante também deve comunicar o médico para uma avaliação mais cuidadosa.

Quais são os riscos e como prevenir a condição?

Além de aumentar o risco de trombose na mãe, a trombofilia na gestação pode aumentar o riscos de aborto, óbito fetal, pré-eclâmpsia e eclâmpsia, restrição de crescimento fetal e descolamento prematuro de placenta.

Alguns cuidados, como prevenir a obesidade e o sobrepeso, manter um estilo de vida ativo e uma alimentação saudável e a sua automedicação, podem ajudar.

Existe tratamento para trombofilia na gestação?

Sim, mas depende da gravidade da condição! Geralmente o tratamento é realizado com a aplicação de injeção diária anticoagulante, que possibilita uma gravidez mais segura – quando existe o diagnóstico prévio, a medicação pode ser administrada desde o início da gestação.

O SUS (Sistema Único de Saúde) deve fornecer gratuitamente os medicamentos para gestantes com diagnósticos de trombofilia e que tenham justificativa médica.

A trombofilia na gestação e o parto

Apesar dos riscos que a trombofilia na gestação traz, ainda não há evidências que estabeleçam o melhor manejo para o parto. O parto normal costuma ser aconselhado, já que permite menos sangramento, necessidades de intervenção e tempo menor de repouso.

O mais importante é que a gestante seja acompanhada por um ginecologista obstetra especialista em gravidez de risco, e faça um pré-natal rigoroso para avaliar possíveis complicações. Estamos à disposição para ajudar – agende uma consulta clicando aqui!

ginecologista e obstetra
Dr. Antônio de Morais, ginecologista, obstetra e especialista em Oncologia Ginecológica, e Dra. Beatriz Patz de Morais, especialista em Medicina Fetal e Obstetrícia de Alto Risco