Agosto Dourado: conheça 5 benefícios do aleitamento materno

Postada em 1 de agosto de 2022.

Neste mês, celebramos o Agosto Dourado, e não é à toa que a data ganhou esse nome: o leite materno é um alimento único e completo para o bebê – o verdadeiro líquido de ouro.

É por meio da amamentação que a mamãe e o bebê fortalecem ainda mais seu vínculo e laço afetivo. Além disso, é o leite materno o responsável por trazer inúmeros benefícios para a vida dos dois. Confira a seguir alguns dos benefícios que o aleitamento materno oferece:

1. Redução no sangramento pós-parto

Durante o pós-parto, o aleitamento materno ajuda a fazer o útero voltar ao tamanho normal mais rápido, diminuir o sangramento e prevenir a anemia materna.

2. Menor risco de câncer de mama 

Para a mãe, o aleitamento materno é uma forma de diminuir a incidência de câncer de mama. Isso acontece porque durante o período de amamentação, as taxas de determinados hormônios que favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer caem.

3. Favorece a saúde do bebê 

O leite materno protege o bebê contra doenças, previne a formação incorreta dos dentes e problemas na fala. Também é responsável por proporcionar um melhor desenvolvimento e crescimento, além de ser um alimento completo, dispensando água ou outras comidas até os seis primeiros meses de vida.

4. Diminui as chances do baby blues

Durante o aleitamento materno, é liberada a ocitocina, conhecida como “o hormônio do amor”. Ele é responsável por estimular a ejeção do leite pela mãe, provocando a sensação de bem-estar e relaxamento, ajudando a mulher a se sentir mais feliz e auxiliando na recuperação do baby blues um quadro emocional transitório que afeta 80 a 90% das mulheres após o parto e é marcado por uma espécie de tristeza puerperal.

É importante lembrar que esse fator não diminui a importância do acompanhamento com profissionais qualificados caso a puérpera esteja passando por baby blues ou depressão pós-parto – busque ajuda se precisar!

5. Diminui as chances de obesidade 

Para cada mês de aleitamento materno, associa-se a uma redução de 4% no risco de desenvolvimento de excesso de peso.

E se eu não conseguir amamentar?

Infelizmente, existem casos em que a amamentação não é possível. Se você está passando por isso, não se culpe e lembre-se que você não será menos mãe por isso – caso a situação interfira na sua saúde emocional, conte com a sua rede de apoio e busque a ajuda de um psicólogo, combinado?

Procure consultorias de aleitamento materno para te ajudar, e converse com o seu médico sobre a possibilidade de uma translactação – uma sonda próxima ao mamilo, geralmente de silicone, ligada a um recipiente com leite dentro.

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ginecologista e obstetra
Dr. Antônio de Morais, ginecologista, obstetra e especialista em Oncologia Ginecológica, e Dra. Beatriz Patz de Morais, especialista em Medicina Fetal e Obstetrícia de Alto Risco